sábado, 24 de outubro de 2009

A SALA DE AULA: INTERVENÇÃO NO REAL

O presente texto trata-se de um artigo escrito por José Luís Sanfelice, que descreve a sala de aula, alertando para aspectos histórico-políticos, perspectivas científico-pedagógicas que tornam este tema complexo.

A expressão sala de aula pode ter um sentido amplo e não tradicional. Pois o lar pode ser para muitas pessoas a primeira sala de aula, é um local onde muito se ensina e muito se aprende através de uma infinita multiplicidade de maneiras. Sala de aula não é necessariamente um espaço físico na escola, mas também locais como igreja e exército, pois ambos tem por finalidade de ensinar idéias, valores, comportamentos, práticas religiosas ou profissões.

No sentido figurado, a expressão sala de aula engloba a possibilidade de se colocar toda a existência de todos os homens como atividade de uma grande sala de aula, caracterizando como uma constante aprendizagem desenvolvido por cada homem. Neste sentido podemos dizer que a vida é a melhor sala de aula, pois a melhor escola, é a escola da vida.

A aprendizagem, ensino e/ou educação se fazem presentes no dia-a-dia em qualquer hora e em qualquer lugar. Entretanto, a sala de aula, não é aquele espaço físico dinamizado prioritariamente pela relação pedagógica.

Segundo o autor, em decorrência de determinações histórico-sociais, as sociedades produziram a instituição escolar, organizada com suas pequenas células – A Sala de Aula -, para que ali se satisfizessem necessidades interesses, objetivos sentidos pelos homens, ou por parte deles. Através de tal maneira que se garantiu o ensino-aprendizagem, a educação em um universo cultural cada vez mais complexo e próprio de cada sociedade.

Sabendo dos interesses e características da sociedade capitalista atual, as instituições escolares passam por uma expansão bastante acentuada. Sendo que esta expansão, variada de uma sociedade capitalista para a outra, tem significado a presença de um número cada vez maior de pessoas e por mais tempo, na relação pedagógica formal de sala de aula. Hoje nota-se na realidade da educação brasileira, um substancial crescimento dos segmentos populares formando a clientela do ensino de primeiro grau rede pública, ou seja o modo de produção capitalista influenciando com a divisão social do trabalho, a sala de aula tem se constituído no local especializado e hegemônico para a realização do ato pedagógico formal.

Segundo Morais, “para que se tenha acesso à cultura formal, codificada, aos conhecimentos de conteúdos específicos necessários direta ou indiretamente às atividades profissionais, é ainda o caminho pedagógico iniciado, de modo gradativo, desenvolvido nos bancos das salas de aula”. Então, a sala de aula exerce um papel fundamental na nossa sociedade, pois qualquer iniciativa educacional coerente e que pretenda ser eficaz na democratização do saber e da cultura, não pode simplesmente ignorá-la.

Por que, nas salas de aula, não se ensinou sempre os mesmos conteúdos? Por que não se utilizou sempre os mesmos métodos de ensino? Por que os conceitos de ensino e aprendizagem sofreram várias alterações através dos tempos? Por que os conceitos de professor ou aluno, também foram se transformando? Por que diferentes ideologias se fizeram portadoras de propostas pedagógicas para a sala de aula?

A sala de aula onde cada educador atua, não está isenta das relações contraditórias que mantém, através de múltiplas intermediações, como o todo social. A educação possui um caráter mediado, a mesma se situa na relação entre as classes como momento de mascaramento/desmascaramento da mesma relação existente entre as classes. A sala de aula tem sido o principal espaço da educação formal das sociedades capitalistas. É neste sentido que a educação é mediação pelo mascaramento das reais relações sociais de exploração e dominação, podendo a sala de aula constituir-se, em decorrência do pedagógico, ali concretizado, num dos palcos privilegiados desta atividade.

Segundo o autor, a sala de aula, aquele espaço prioritário do trabalho docente, não é um casulo hermético desvinculado do todo social e das suas contradições. A sala de aula é um desafio cotidiano porque ao mascaramento desejado, viso construir o desmascaramento possível. Todo docente querendo ou não é um agente social, que deve construir o pedagógico concreto da sala de aula onde atua, sendo este social, por meio da mediação da formação e da atuação de outros agentes sociais.


MORAIS, Régis de (org.) SALA DE AULA: que espaço é esse? Campinas. SP. ed.10


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O espaço de aula um lugar criativo

No capítulo VIII e IX do livro " Aulas vivas", o autor Masetto discute sobre dois aspectos fundamentais: a concepção de sala de aula e o relacionamento e a aprendizagem de alunos adultos.
Ao longo da obra aborda sobre como a sala de aula pode ser um espaço aconchegante, estimulante, prazerosa, com resultados positivos e satisfatórios para a prática docente.
Aliás para a sala de aula ser um ambiente acolhedor é necessário a CON-VIVÊNCIA, ou seja, um espaço que permite que os alunos e o professor cresçam juntos, que troquem informações, debatam sobre os conteúdos da atualidade, que construam um vínculo afetivo e que aprendam desde cedo a fazer ciência.
Portanto, para que isso aconteça é importante estimular os alunos a serem independentes, terem autonomia, demonstrar que acreditam e confiam neles, atribuindo responsabilidades, exigindo iniciativa e valorizando suas realizações.
Além disso, lembro dos professores que permitam o diálogo, que ostentaram a pesquisa, a amizade, a cooperação, o qual estão relacionados à convivência humana. É nesses educadores que devemos nos espelhar.
Finaliza, o oitavo capítulo chamando atenção para a metodologia e as estratégias utilizadas em sala de aula.
Já no capítulo IX, a partir das intensas pesquisas identifica as condições facilitadoras para a existência de comportamentos, de responsabilidades pelo processo de aprendizagem, da participação e de questionamentos.
Para entendermos sobre as características ou condições de aprendizagem, é interessante lermos esse capítulo pois identificará as duas características que distinguem a aprendizagem do adulto, as seis condições para que ocorra a aprendizagem que os autores como Brundage e Mackeracher nos relatam a respeito de como ocorre a aprendizagem dos adultos.
A partir dessa pesquisa fica a seguinte pergunta: "Quais os princípios de aprendizagem próprios de um adulto que poderiam ser encontrados subjacentes a essas condições?"
Para entender melhor sobre esses princípios vale a pena ler, pois é uma linguagem bem acessível que você irá adorar e aplicará na sua prática docente.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A TURMA DE TRÁS




Ao ler o artigo “A Turma de Trás”, identifiquei-me com as histórias contadas pelo autor, sobre sua vida acadêmica, afinal de contas quem já não fez parte da turma do “fundão”?. Seja para fazer bagunça e “avacalhar” a aula, como muitos fazem, seja somente pelo fato de não se sentir bem em estar na frente da turma, nos lugares onde se exige uma maior concentração dos alunos.

Contando um pouco de sua história o autor nos faz pensar, sobre a maneira como vemos a organização de nossas salas de aula. Como nos diz Brandão (in MORAIS, p.105, 1996) “na cabeça de quase todo mundo a sala de aula admite espacialmente uma única oposição: a mesa do professor versus o lugar coletivo dos alunos”. O que percebemos hoje é que esta disposição vem sendo posta a baixo por inúmeras inovações arquitetônicas, e pedagógicas. Ou será que estou errada??!!!!

Com uma linguagem bastante acessível, e muitas vezes engraçada, Brandão traz a tona todas as coisas que fez durante a vida acadêmica, dizendo que os “bons alunos” ou aqueles que sentam na frente da mesa do professor, não tem muita coisa boa para contar de sua vida de estudante, afinal de contas é na turma de trás que toda diversão acontece. Mas o que podemos pensar e refletir, é algo que acredito ser muito importante, será que a turma de trás apenas se diverte ou também aprende e produz discussões interessantes?!

Lendo este artigo, começo a lembrar de meu tempo de escola, onde também fiz parte da turma de trás, estava lá não pelo fato de poder fazer bagunça, mas encontrava no fundo da sala um refugio, onde o professor não estava tão presente, e assim não questionava. Pelo fato de ser muito tímida naquela época não gostava muito de perguntar e nem de participar, quando tinha alguma duvida guardava para mim, até o momento em que estivesse somente eu e o professor. Por esse motivo acho muito interessante que nos reportemos a turma de trás com um outro olhar, tentando entender realmente por que aqueles alunos gostam mais do fundo da sala.

Neste sentido devemos encarar a turma de trás de acordo com as palavras do autor não como os transgressores, mas devemos aprender com a sabedoria desses transgressores, os princípios e as estratégias de relacionamento entre as pessoas, e o principal como tornar o domínio da norma escolar pelo menos suportável.



MORAIS, Régis de (org). SALA DE AULA:que espaço é esse? Campinas. SP. Ed. 10.
 
Por: Cristina

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PARA INÍCIO DE CONVERSA....



Com o objetivo de refletirmos sobre as formas de organização do processo ensino-aprendizagem na educação básica, tomamos como ponto de partida o estudo do conceito “ aula ” na atual organização escolar. De acordo com Rays (2003), “a aula, como forma de organização do processo de ensino-aprendizagem, surge, assim, juntamente com a escola como a principal promotora de educação formalizada. Essa será encarregada de promover a formação das novas gerações para a vida adulta e para o mundo do trabalho. (Enguita, 1989; Gadotti, 1993; Manacoda, 1989;Saviani, 1991).

Neste sentido, a partir da provocação de autores como Masetto (1997) com o texto: a sala de aula: espaço de vida? Compartilhamos alguns questionamentos elaborados em sala de aula pelas acadêmicas:


SANDRA E DAIANA:

O professor deve ser autoritário? Até que ponto?Como o aluno vê a sala de aula hoje? O espaço que o aluno tem em sala de aula é propicio a sua aprendizagem?


A falta de interesse do aluno está relacionada ao método de ensino utilizado pelo professor? Até que ponto o professor deve interferir no processo de aprendizagem do aluno?


CRISTINA/JANINE/KARINA

Será que as crianças só aprendem se estiverem em silêncio? A música ou até a conversa pode contribuir no processo ensino-aprendizagem? Por que o processo de ensino é organizado em “tempos”? Como quebrar o paradigma do modelo e mudar a forma de ensinar? Quais as lembranças que trazemos dos anos de escola? Como interligar a sala de aula com o contexto histórico-social? Como interligar a realidade do aluno como processo ensino-aprendizagem? Que lugar tem os conhecimentos dos alunos no processo de ensino-aprendizagem?



FERNANDA/SIDIANA


O ponto de partida do processo ensino-aprendizagem é fundamentado em conteúdos do interesse do aluno ou do professor?Como trabalhar o conteúdo escolar juntamente com o interesse do aluno? Qual o papel do aluno, do professor e da família no processo de ensino-aprendizagem? Como a criança aprende? Até que ponto as relações interpessoais interferem no processo de ensinar e aprender? Como saciar as curiosidades e dúvidas dos alunos sem podar sua imaginação/aprendizagem?


JUCINEIA E MAEVY


Quais os fatores que interferem no processo ensino-aprendizagem? Por que o tempo interfere neste processo? Como lidar com a agressividade em sala de aula? Qual a causa da indisciplina em sala de aula? Na atualidade, qual o papel da escola? Quais as metodologias mais utilizadas na prática docente? O professor se preocupa com os diferentes ritmos de aprendizagem? Como trabalhar as dificuldades dos alunos em sala de aula


Que relações se estabelecem na sala de aula? Como é organizado o processo ensino-aprendizagem? Sala de aula: eis uma realidade que contém muitas realidades...



Em busca de mais conhecimento sobre o tema encontramos em Morais (1996) no livro Sala de aula que espaço é esse? Reflexões/provocações significativas sobre o tema, que compartilhamos com vocês:

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

HISTORIA DO BLOG

Este blog surgiu como uma possibilidade de criarmos um espaço interativo de discussão, reflexão e aprendizagem sobre o processo ensino aprendizagem na educação básica. É uma proposta da disciplina Prática e Investigação Educativa em Pedagogia I, do Curso de Pedagogia da Unoesc- Campus Xanxerê- 6º perídodo e tem como objetivo possibilitar a vivencia do processo investigativo como princípio formativo e elemento articulador da relação teoria-prática, a partir da analise da realidade educacional, subsidiada por estudos teóricos. Neste contexto, o processo ensino-aprendizagem será nosso foco de investigação!

Bem Vindos ao nosso espaço de problematização, discussão e socialização das nossas produções !

sábado, 19 de setembro de 2009

DICAS SOBRE BLOG

PASSOS PARA CRIAR UM BLOG INTERESSSANTE
1. Encontrar um tema.
Só escreva sobre o que você entende, domina ou pretende aprofundar e que te dê prazer. Um blog precisa te oferecer algum grau de satisfação e não pode ser uma tarefa onerosa, nem enfadonha. Mesmo que esse tema não seja o assunto da moda. Também não se guie só pela moda, pois a febre passa e você perderá sua motivação.
2. Pesquisar e Aprofundar.
Leia o que os outros já estão publicando sobre o tema que você escolheu. Passe a maior parte do tempo visitando blogs e fóruns que tratem do tema do seu nicho e conheça o seu público alvo e quem são as pessoas que já estão fazendo o que você deseja fazer. Ler é a única forma para se conseguir escrever bem e aprender mais.
3. O que você tem para acrescentar?
Pergunte-se: de tudo o que você vê e lê sobre o seu tema escolhido, consegue fazer melhor? É capaz de acrescentar, somar, agregar valor ao debate e ser útil para seus visitantes e leitores?
Um blog tem que aprofundar os temas, ser local de crescimento para os leitores e visitantes e tem que ter novidades. Se você criar um blog para repetir o que outros já fazem, nada motivará que as pessoas visitem o seu.
4. Faça testes / Crie um Blog para testes.
Escreva rascunhos. Defina sua forma de atuação. Um blog precisa de conteúdo e que seja conteúdo de qualidade e relevante para os leitores/visitantes. Assim, antecipe-se escreva muito, coloque suas idéias no papel e defina quais serão suas formas de atingir seu público alvo, pensando sempre no que você pode fazer melhor do que os outros já têm feito ou o que pode melhorar.
Faça testes de layout e vasculhe a internet por algum Template gratuito que satisfaça a sua necessidade. Com isso, aprenda a fazer as modificações que achar apropriadas e a entender como funciona o serviço de blog que você está usando (seja o Blogger/Blogspot ou o Wordpress). Sem conhecer os recursos existentes é impossível criar um blog.
5. Aprenda o básico sobre HTML.
É muito importante saber um pouco de HTML, mesmo que o mínimo para saber copiar e colar códigos e modificar pequenas coisas. Sei que entender os códigos é algo complicado e eu mesmo não sei muito. A estrutura de um blog é formada pela soma de códigos HTML, CSS e JavaScript e você não é obrigado a saber usar tudo. Mesmo assim um pouco de HTML terá de conhecer para usar no corpo dos textos na hora de incluir links e imagens ou montar tabelas e quebras de linha. Isso só se aprende fazendo testes e pesquisando.
6. Relacione-se.
Um blogueiro não pode ficar isolado do resto da blogosfera ou do que se passa na internet em vários lugares. É importante estar antenado com o que outros estão publicando e debatendo. Participe ativamente de redes-sociais e comunidade, bem como atue em fóruns, principalmente naqueles em que reúnem blogueiros de todos os tipos para trocar informações e aprofundar seus conhecimentos na arte de manter um blog. Quanto mais ativo e social você for, mas credibilidade você terá.
7. Continue pesquisando e Aprofundando – Seja constante.
Blogar é uma tarefa a longo prazo e não se acaba nem pode ser fechada em si mesma. A dedicação a um blog tem que ser constante. Reserve um tempo diário e com disciplina para continuar pesquisando, para escrever com calma e para participar das comunidades e redes-sociais. Use constantemente os analisadores de visitas, como Google Analytics, para conhecer o seu público e se dedique sempre a melhorar cada vez mais.
Concluindo.
Paciência e dedicação são fundamentais e nada se constroe da noite para o dia. É preciso que se saiba que um blog é algo que está sempre sendo atualizado e precisa de coisas novas constantemente para fazer retornarem seus leitores e visitantes. Não existe um caminho fácil e poucos são os que conseguem se manter firmes sem desanimar de fato.
Se você seguir essas etapas e não se precipitar nem esperar resultados mágicos, mas tiver dedicação constante, crescerá com o tempo e verá os resultados.
Fonte: http://www.ferramentasblog.com/2009/07/7-passos-para-criar-um-blog-bem.html.

terça-feira, 8 de setembro de 2009